ProWine São Paulo reúne profissionais do setor em um evento online

O evento para convidados apresentou os vinhos espanhóis ao mercado brasileiro e contou com a participação de importantes nomes do mercado

No dia 13 de abril, a ProWine SP realizou um Webinar com o intuito de levar características e oportunidades do mercado Brasileiro de vinhos até os produtores espanhóis. Este encontro contou com a presença de Rodrigo Lanari, Wine Intelligence, Felipe Galtaroça, Ideal Consulting, Rico Azeredo, diretor da ProWine SP e Christian Burgos, publisher da Inner Group. Segundo Rico, “Esta foi uma grande oportunidade de aprender mais sobre o consumo de vinho no Brasil e como posicionar os vinhos espanhóis neste mercado crescente.”

Se 2019 já foi um ano muito importante, 2020 foi ainda melhor. A alta demanda por vinhos gerada durante a quarentena movimentou o setor, resultando num aumento de importação de 26% e 32% no consumo de vinhos nacionais. De acordo com os dados apresentados por Felipe Galtaroça, foram 500 milhões de litros de vinho consumidos no ano.  

Trazendo para o contexto da Espanha, pode-se dizer que é a terceira maior produtora no mundo, atrás apenas de Itália e França, responsável por 13% da produção mundial de vinhos. Nos últimos 10 anos, avaliando o quesito importação, o país foi o que mais cresceu em market share (144,5%).

Avalia-se que o consumidor hoje busca uma nova forma de comprar e experiências diferenciadas. Uma verticalização da venda direta ao consumidor final leva os importadores à uma adaptação de seus canais de venda, uma ampliação de formatos e diferenciais voltados para a individualização de gostos, preferências e investimentos disponíveis do cliente. Como exemplos citados aparecem a World Wine com o lançamento de um aplicativo e a Soma inovando com sua plataforma offline. Na liderança de vendas diretas via e-commerce estão wine.com.br e Evino e como distribuidores tradicionais os supermercados Pão de Açúcar. Outro fator que abre lacunas para a oportunidade de venda online é o impacto no setor de bares e restaurantes, já que mesmo com o delivery, é difícil incluir a bebida alcoólica na entrega.

Quem gerou o consumo durante o período de crise foi o consumidor de ponta e a Espanha, por estar concentrada no e-commerce, é a grande “promessa” da vez. A Espanha tem potencial de chegar a 5% de vendas no Brasil e há iniciativa para chegar à distribuição de rótulos para outras regiões pouco trabalhadas no país. A preocupação está na comunicação e imagem dos produtos, como estão sendo construídos. São 7 milhões de novos consumidores brasileiros, que precisam de informações e oportunidades, uma demanda de “educação” sobre consumo e compra de vinhos. Elevar o prestígio da região no Brasil é um desafio, enfatiza Lanari.

Christian acredita que o mercado está pronto para falar cada vez mais de Espanha. O comportamento dos consumidores, segundo ele, deve ser acompanhado, entendendo o que ele busca e quanto quer gastar, além de encontrar um canal apropriado de contato direto com o consumidor. Ainda sugere que se deve investir em comunicação para levar todas as informações possíveis até o consumidor com poder de compra. Já há evidências de importadores trabalhando os canais variáveis dentro da cadeia de distribuição e e[EBS1] xistem dados que apontam que alguns como Cantu importadora e Adega Alentejana, apesar de não possuírem canais para o consumidor final, se especializaram em atender bem seus clientes no Trade. – Christian Burgos vem fazendo um trabalho importante no setor como um grande disseminador de conteúdo de vinhos através dos Guias de Vinhos: Brasil, Portugal, Descorchados, e em breve, Espanha, além de ter o site mais acessado de vinhos no Brasil (www.adega.com.br).

É o momento de um lançamento da Espanha no Brasil, além de uma oportunidade de encontrar consumidores mais atentos aos vinhos desta categoria. Um caminho sugerido seria explorar os mais de 420 importadores pequenos que existem no país, fazendo um bom trabalho de comunicação e garantindo a coerência de marca e produto na escolha destes parceiros. Foi justamente a falta deste ponto e a distribuição de rótulos entre as importadoras, que dificultaram a “chegada” dos vinhos espanhóis no Brasil e brigar por preço no atual momento, pode ser falta de estratégia.

O conteúdo na íntegra está disponível no canal da ProWine São Paulo no Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=-Y06_F4mPd8&t=2449s


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