Como a descoberta de uma casta quase extinta fez surgir a Manzwine

Em 2004 a família mudara-se para Cheleiros (Mafra), uma pequena aldeia cheia de história e tradição. A ideia de André era construir um centro de treino e um novo escritório para as suas empresas de Fitness, mas ao limpar o terreno adquirido para essa construção começou a encontrar antigas ruínas… quando mostrou o terreno e as ruínas a sua esposa Margarida Manz, decidiram abandonar o projeto inicial e construir ali a casa que sempre idealizaram.

Assim o fizeram, construíram a casa onde vivem até hoje e que tem o nome original da propriedade: Pomar do Espírito Santo.

Há muito apreciador e apaixonado pela fantástica qualidade dos vinhos portugueses, André Manz percebeu a grande tradição de produzir vinho naquela aldeia e decidiu comprar um pequeno vinhedo abandonado. Queria produzir vinho para si e para os seus amigos!

Então 2 enólogos deslocaram-se à vinha para identificar o tipo de uvas que lá estavam e foi aí mesmo que tudo começou… os dois especialistas não conseguiram identificar os cachos de uva branca que lá cresciam! Pesquisaram e descobriram; era uma uva portuguesa abandonada e quase extinta com o nome de “Jampal”. Disseram a André que ninguém mais cultivava essa uva porque produzia pouco e não era rentável… chegando até a aconselhá-lo a arrancar aquelas cepas. André logo disse que não se interessava se a uva era rentável ou não e respondeu “Eu não quero produzir muito vinho, quero é produzir bom vinho!” e assim decidiu experimentar fazer vinho dessa uva. O resultado foi um vinho que surpreendeu a todos pela sua qualidade e diferenciação.

A história correu até aos ouvidos de Julia Harding MW (Master of Wine) que estava a escrever, juntamente com Jancis Robinson MW e Jose Vouillamoz, um dos mais importantes livros no mundo da ampelografia mundial: “WINE GRAPES”. Julia nunca tinha provado um vinho dessa uva portuguesa e entrou em contacto connosco para provar o vinho e descrevê-lo no seu livro.

Depois de provar o Dona Fátima, Julia ficou tão entusiasmada com o vinho que entrou em contacto com André Manz e disse que havia sido comissionada pela ViniPortugal para escolher os 50 Melhores Vinhos de Portugal (entre brancos, roses, tintos, porto, moscatel, espumante) e que queria eleger o Dona Fátima como um dos 50 Melhores Vinhos de Portugal!

André Manz ficou super entusiasmado com a sua descoberta e com a qualidade dos seus vinhos e a brincadeira começou a tornar-se séria, clonando e plantando novas vinhas, apoiando os velhos agricultores da aldeia. Tudo acabou por se tornar num grande projeto de recuperação não só dessa uva, mas também de recuperar a produção de vinhos de qualidade que antigamente deram o reconhecimento a essa aldeia. Até um museu do vinho a família construiu!

Para conhecer o vinho Dona Fátima, entre outros produtos da Manzwine, inscreva-se na ProWine São Paulo que será de 05-07 de outubro no Transamerica Expo Center com abertura às 13hrs.

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