Marca brasileira lança projeto inédito, com vinhos elaborados nas quatro estações do ano, em quatro estados do País

Amitié lança os vinhos Colheitas, produzidos a partir de três tipos de viticultura no Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Minas Gerais

As condições únicas que o Brasil oferece de elaborar vinhos nas quatro estações do ano foi o ponto de partida para mais um projeto inovador da sommelière Andreia Gentilini Milan e da enóloga Juciane Casagrande, idealizadoras e sócias da Amitié, que acabam de lançar a linha Colheitas.

O projeto ambicioso resultou em cinco novos vinhos elaborados a partir de colheitas de Outono, Inverno, Primavera e Verão, com três tipos de viticultura: tradicional, tropical e de inverno, possíveis apenas em nosso País, de dimensões continentais e grande diversidade de solos e climas.

No Brasil, os vinhos de viticultura tradicional são produzidos há mais de cem anos em regiões temperadas ou subtropicais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A viticultura tropical é predominante no Submédio São Francisco, no tropical semiárido, cujas altitudes variam entre 50 e 400m e é caracterizada por duas podas e duas colheitas por ano, em qualquer estação. Já a viticultura de inverno é empregada em regiões com clima subtropical de altitude e tropical de altitude, próximo ou acima dos 1.000m em relação ao nível do mar, e teve início no sul de Minas Gerais e norte de São Paulo.

“Estamos constantemente pesquisando e estudando a geografia do vinho no Brasil e a partir do privilégio do território brasileiro surgiu a ideia de reunir, em uma linha de vinhos, exemplares de cada uma dessas condições particulares de clima e viticultura”, explica Juciane Casagrande. “A essência da linha Colheitas vai além do foco no terroir, e traz para o primeiro plano condições diferenciadas que só o Brasil possui, como a possibilidade de produzir vinhos nas quatro estações, com três diferentes métodos”, resume Andreia Gentilini Milan.

Até chegarem ao resultado final de cada garrafa, Andreia e Juciane avaliaram, experimentaram e selecionaram as uvas que melhor se adaptaram no Sul, Sudeste e Nordeste, para que os vinhos da linha Colheitas representassem o melhor da junção de estação e processos de elaboração.

Mais do que a expressão de um terroir, com os vinhos Colheitas o objetivo é a expressão do ‘comportamento’ de um vinho, do contraste resultante da influência de cada estação em diferentes regiões.

LINHA COLHEITAS

No Sul do Brasil, onde há mais de 100 anos são produzidos vinhos de viticultura tradicional no verão, foram elaborados os novos Colheita de Verão Cabernet Franc, proveniente da região de Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha; e Colheita de Verão Tannat, de Santana do Livramento, na Campanha. São vinhos marcantes e potentes.

O outono no planalto catarinense dá o tom do Colheita de Outono Merlot/Cabernet Sauvignon/Montepulciano, elaborado com a viticultura tradicional em Videira, Santa Catarina. Um vinho harmônico de alta qualidade.

A partir da viticultura de inverno praticada no Sul de Minas Gerais e na Serra da Mantiqueira – possível na região devido à altitude e às temperaturas não tão baixas na estação -, foi produzido o Colheita de Inverno Shiraz, com uvas cultivadas em Andradas (MG). Um rótulo com aromas e sabores concentrados e complexos.

O Colheita de Primavera Tempranillo Rosé vem de Lagoa Grande (PE), terroir localizado na maior área de vinho tropical do mundo: o Vale do São Francisco. Ali, a colheita foi realizada na primavera, por meio da viticultura tropical, que permite que a colheita seja feita em qualquer estação do ano. Para o Tempranillo Rosé foi escolhida a Primavera, e o frescor que a estação confere ao vinho está expresso nesse exemplar.

A linha Colheita já está à venda na loja online da Amitié (www.espumantesamitie.com.br), além de lojas especializadas e parceiros da marca. Os preços dos vinhos vão de R$ 70,00 a R$ 110,00. Também foi criado o Kit Amitié Colheitas, com os cinco vinhos e informações adicionais sobre os três tipos de viticultura e a elaboração dos rótulos nas quatro estações do ano. O preço do kit é de R$ 495,00.

SAIBA MAIS

  • Viticultura Tradicional – Verão
    Os “vinhos da viticultura tradicional são produzidos há mais de cem anos em regiões de clima temperado ou subtropical, ambos úmidos, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, assim como há décadas em clima subtropical úmido, em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, em altitudes que vão dos 50 aos 1.400m. Nesta viticultura, é realizada uma poda da videira e uma colheita de uvas por ano, no Verão.
  • Viticultura Tropical – Primavera, Verão, Outono e Inverno
    Relativamente recente, a viticultura foi iniciada em meados dos anos 1970. No início, os sistemas de produção foram concebidos com o foco de produção de uvas de mesa e, posteriormente, em meados dos anos 1980, adaptados para a viticultura de variedades destinadas a elaboração de vinhos. O exemplo mais marcante desta viticultura é o Vale do Submédio São Francisco, no polo Petrolina-PE/Juazeiro-BA, onde a videira é cultivada em
    condições de clima tropical semiárido, cujas altitudes variam entre 50 e 400m. Nestas condições ocorrem, via de regra, duas podas e duas colheitas por ano, em qualquer estação.
  • Viticultura de Inverno
    Também recente, iniciada nos anos 2000, a viticultura de inverno está sendo implantada em regiões de clima subtropical de altitude e tropical de altitude, próximo ou acima dos 1.000m em relação ao nível do mar. Ela teve início no sul de Minas Gerais e norte de São Paulo, em clima subtropical, tendo-se expandido para outras regiões, como o centro da Bahia e a Chapada Diamantina, em condições de clima tropical de altitude, assim como novos projetos em implantação nos estados de Goiás e Mato Grosso, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Esta
    viticultura caracteriza-se por ter dois ciclos vitícolas (duas podas) e uma colheita por ano, no Inverno (período mais seco). É conhecida como técnica da dupla poda ou poda invertida.

    Fonte: Embrapa Uva e Vinho 2020

Créditos:

CH2A Comunicação | @ch2acomunicacao
Alessandra Casolato e Magaly Corgosinho

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