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Moët Hennessy cresce no Brasil com a visão humana de Catherine Petit

Diretora-geral da expositora confirmada na ProWine São Paulo, executiva francesa construiu sua trajetória com pragmatismo, escuta ativa e foco na construção de marcas com propósito

Catherine Petit ocupa um dos cargos mais estratégicos do setor de bebidas de luxo no Brasil, à frente da Moët Hennessy, divisão de vinhos e destilados do grupo LVMH, ela comanda marcas icônicas como Dom Pérignon, Moët & Chandon, Veuve Clicquot e Hennessy, em um dos mercados mais desafiadores e complexos da América Latina. Sua trajetória, no entanto, não foi moldada pelo glamour e sim pela consistência, pela leitura precisa do comportamento de consumo e por uma escuta ativa que atravessa culturas, idiomas e fronteiras. 

Filha de pequenos comerciantes na França, foi a primeira da família a estudar em uma universidade. Formada em comunicação e negócios internacionais. Antes de chegar ao Brasil, passou por países como México, Canadá e Estados Unidos, acumulando experiências que ajudaram a moldar sua visão sobre liderança e mercado. Ao contrário da imagem tradicional de executivos do setor de luxo, ela não atua sob o pedestal da formalidade. Ao contrário, aposta na proximidade com as equipes, no conhecimento real dos consumidores e no poder da diversidade para impulsionar inovação.

Sua trajetória é marcada por consistência, começou em áreas operacionais e foi subindo degrau por degrau, com passagens por marketing, vendas e gestão estratégica. Foi esse olhar multifacetado que abriu caminho para sua chegada à Moët Hennessy Brasil em 2020, onde assumiu a missão de ampliar a presença das marcas do grupo no país e torná-las mais próximas do público brasileiro. Um desafio considerável em um mercado que mistura alta carga tributária, instabilidade econômica e enorme potencial de crescimento. Seu trabalho se concentra menos em vender sofisticação e mais em entender como o luxo se conecta com o desejo e o contexto cultural do consumidor local.

Sua presença à frente da companhia representa não apenas uma virada de chave em termos de representatividade, mas também uma mudança de mentalidade. Catherine acredita que o mercado de luxo deve estar mais conectado com as pessoas e a cultura local. Em vez de impor uma visão europeia sobre sofisticação, ela defende que o Brasil tem sua própria maneira de celebrar, brindar e viver experiências marcantes. Seu trabalho, portanto, é encontrar pontos de contato genuínos entre as marcas e o público brasileiro.

Em meio a uma indústria historicamente dominada por homens, construiu sua autoridade com consistência estratégica e um estilo de liderança baseado na escuta e na colaboração. A executiva defende um modelo de gestão mais horizontal, que valoriza múltiplas vozes dentro da empresa, incluindo aquelas que historicamente estiveram fora do centro de decisão. Sob seu comando, a Moët Hennessy no Brasil também passou a promover ações mais voltadas à inclusão e à sustentabilidade, pautas que hoje são tão essenciais quanto as cifras de vendas.

No competitivo mundo dos champanhes, conhaques e vinhos premium, Catherine Petit opera com um pé no presente e o outro no futuro. Seu trabalho é menos sobre luxo e mais sobre significado. E, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, seu maior ativo não é apenas a força das marcas que representa, mas a clareza de propósito com que constrói sua atuação no mercado.

Referência: Veja

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