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Brasil amplia presença no setor vitivinícola com identidade própria

Integração do vinho no cotidiano, formação de novos profissionais e ampliação de terroirs marcam o desenvolvimento de uma nova cultura de vinho no país

Aumento do consumo, diversidade de terroirs, surgimento de novos profissionais, bem como de um novo perfil de consumidor, faz do atual momento o melhor para o vinho brasileiro. Trata-se do nascimento de uma nova cultura, essencialmente nacional, que o posiciona como protagonista, não como coadjuvante.

Ainda que o brasileiro não beba tanto vinho quanto o europeu, durante o ano de 2025 o país retomou a média de consumo em 3 litros por pessoa, segundo a Ideal Bi. As expectativas para 2026 é de que esta marca seja ultrapassada, reforçando um aumento contínuo da bebida no cotidiano das pessoas.

A democratização impulsiona esse crescimento. Com um mercado repleto de rótulos, opções acessíveis e outras de maior valor, além da expansão de restaurantes e bares especializados, o vinho passa a ser incorporado em diferentes contextos, por um novo perfil, jovem, aberto a novas experiências e menos preso à formalidade.

O amadurecimento da cultura nacional do vinho também se dá por meio da formação de novos profissionais. No Brasil, o maior exemplo de instituição é a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), que forma novos profissionais e desenvolve o setor. Há ainda certificações internacionais como as oferecidas pela Wine & Spirit Education Trust (WSET).

Com isso, o mercado também se desenvolve. Antes associado quase exclusivamente à Serra Gaúcha, o Brasil vem ampliando e reforçando sua presença na viticultura. Por ser um país continental, suas diferentes regiões revelam terroirs únicos e diversos, criando assim sua identidade e expressão própria.

O sul apresenta o que há de mais tradicional, onde a colheita é feita durante o verão. No sudeste consolida-se a prática da dupla poda, popularmente chamada de viticultura de inverno, com colheitas feitas em época de fria e seca. Já no nordeste, a prática tem ganhado espaço com vinhedos tropicais que produzem até duas safras por ano. 

A alta nas exportações reflete essa riqueza particular do vinho brasileiro. Dados da Comex Stat indicam que setor movimentou US$ 13,3 milhões em exportações em 2025, um crescimento de 26,14% em relação ao ano anterior.

Por fim, o que define este como o melhor momento para o vinho brasileiro é a consolidação de uma identidade autêntica e a ascensão de um mercado emergente. Neste contexto, a ProWine São Paulo entra como o convite perfeito para conhecer de perto a cultura que se desenvolve neste canto do mundo. O evento ocorre de 6 a 8 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. As inscrições para profissionais são gratuitas e já estão abertas em: prowinesaopaulo.com.

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