Em entrevista ao do canal Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Malu Sevieri destacou os impactos positivos para o setor, incluindo maior diversidade de rótulos, mudanças no consumo e crescimento da presença internacional na feira
A diretora da ProWine São Paulo, Malu Sevieri, participou de uma entrevista ao vivo no programa Real Time, do canal Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, para falar sobre o mercado brasileiro do vinho diante do acordo Mercosul-União Europeia e seus impactos na feira. Foram pontuadas a redução de preço, maior variedade de importações, aumento e mudança no perfil do consumidor e as novidades da feira para este ano.
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Para Malu, o movimento é benéfico. O acordo que amplia o acesso entre os mercados, prevê redução tarifária e preços mais baixos para o consumidor de importados, tem despertado interesse em produtores que, antes, não demonstravam pelo Brasil. “A gente, como feira, tem tido muita procura de novas regiões produtoras e novos países também, o que torna o mercado brasileiro muito interessante”, afirma.
A previsão é de que haja 27% de redução e que ocorra em até 12 anos. Este número não conta ajustes de inflação. “Hoje as importadoras ainda estão estocadas, com importações feitas anteriormente, mas acredito que, ao longo dos próximos trimestres e, de forma mais perceptível, nos próximos anos, vamos ver uma variedade maior de vinhos nas prateleiras”, explica a diretora da PWSP.
A acessibilidade e a diversidade de rótulos que o mercado interno passará a ter são apontadas como as principais vantagens. Dessa maneira, o consumidor brasileiro, que vem crescendo e integrando cada vez mais o vinho ao cotidiano, poderá experimentar castas às quais nunca antes teve acesso, pagando menos por isso.
Durante a entrevista, Malu disse não acreditar que o maior acesso do mercado europeu ao Brasil represente grandes riscos para marcas e produtores nacionais. “Essa maior importação da Europa para o Brasil afeta muito mais Chile e Argentina do que o mercado brasileiro, porque é uma questão cultural e de hábitos de consumo. O vinho brasileiro tem ganhado mais espaço, mas não compete diretamente com os internacionais”, acrescenta.
Para a ProWine São Paulo os impactos já têm sido positivos. São esperados mais de 1800 produtores de 36 países para este ano. “A gente tem países como Sérvia, Azerbaijão e Ucrânia, então há uma variedade maior de expositores. Também vemos o crescimento de países do Velho Mundo, como França, Itália, Alemanha e Portugal, além de uma defesa maior de países da América do Sul, como Chile, Argentina e Uruguai. O Brasil, claro, cresce todos os anos na feira”, acrescenta Malu.
Assista a entrevista na íntegra AQUI.
A ProWine São Paulo acompanha este cenário de gradual abertura comercial, ampliação da oferta de rótulos e mudanças no perfil do consumidor brasileiro. A feira ocorre entre os dias 6 e 8 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. As inscrições gratuitas para profissionais já estão abertas em: prowinesaopaulo.com.