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Embrapa publica estudo inédito que fundamenta a Indicação Geográfica dos vinhos da Campanha Gaúcha

Livro reúne sete anos de pesquisas sobre terroir, viticultura e identidade regional e pode servir de referência para novas IGs no Brasil 

Em comemoração aos seis anos da Indicação de Procedência Campanha Gaúcha, a Embrapa lançou a obra “Campanha Gaúcha: Indicação Geográfica de Vinhos”, publicação técnico-científica que reúne, de forma sistematizada e inédita, os fundamentos da região como Indicação de Procedência (IP) de vinhos. O livro está disponível gratuitamente em formato digital no portal da Embrapa. 

O estudo foi coordenado pela Embrapa Uva e Vinho e reuniu uma equipe multidisciplinar de especialistas de diferentes instituições, tendo como editores técnicos Jorge Tonietto e Ivanira Falcade (in memoriam), pesquisadores pioneiros na temática das indicações geográficas no Brasil. O resultado consolida décadas de pesquisa aplicada ao território dos pampas.

O livro está dividido em capítulos que apresentam a caracterização da região e os trabalhos desenvolvidos por pesquisadores nas áreas de Direito, Ecologia, Fisiologia da Videira, Fitopatologia, Solos, Enologia, Análise Sensorial, Climatologia e Geotecnologias, entre outras. É uma obra amplamente ilustrada que vai da vocação natural do terroir às exigências técnicas do processo de certificação.

A região é a mais quente e com menor volume de chuvas do Sul do Brasil. As grandes extensões de áreas planas ou de baixa declividade também são um diferencial, pois facilitam a mecanização na viticultura, reduzindo custos e possibilitando maior escala de produção, segundo o pesquisador Jorge Tonietto. 

O processo começou em 2013, com o início do projeto de estruturação da Indicação de Procedência. Entre 2013 e 2017, o trabalho resultou na delimitação da área geográfica, caracterização dos fatores naturais e humanos associados à vitivinicultura da região, definição do Regulamento de Uso e estabelecimento do Plano de Controle para os produtos. O pedido de registro foi protocolado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 2017 e o reconhecimento veio em 2020.

A presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Rosana Wagner, avalia que a obra vai além do registro técnico. Para ela, a publicação reconhece e legitima o esforço coletivo de produtores que acreditaram no potencial da região.

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