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Rosé Piscine é confirmado na ProWine São Paulo e chega como o vinho francês mais vendido do Brasil

 Rótulo nascido de uma taça mal gelada em Saint-Tropez lidera as importações francesas pelo sétimo ano consecutivo

A marca francesa Rosé Piscine está confirmada como expositora na ProWine São Paulo 2026, com estande voltado à imprensa, ao trade e à produção de conteúdo para redes sociais. A participação acontece em um momento de força comercial para o rótulo, que se consolidou como o vinho francês mais importado do Brasil pelo sétimo ano seguido, segundo dados de importação levantados pela Ideal.Bi.

A história do Rosé Piscine começa em 2003, quando o francês Jacques Tranier, presidente da cooperativa Vinovalie, observou em um bar perto de Saint-Tropez o hábito de servir rosé em taças de conhaque com gelo — um ritual que ia do aperitivo ao digestivo. Curioso, provou a combinação e percebeu o problema: o vinho ficava aguado. De volta ao Sudoeste da França, pediu aos enólogos da cooperativa uma solução capaz de resistir ao gelo sem perder corpo. A resposta veio da Négrette, uva autóctone da região de Fronton, com mais estrutura e um leve açúcar residual. Em 2004, nascia o Rosé Piscine, pensado para ser bebido gelado, em copo baixo, sem cerimônia.

Mais de duas décadas depois, o rótulo vende cerca de 1,3 milhão de garrafas por ano no mundo. No Brasil, o desempenho de 2025 chamou atenção justamente por ir na contramão do mercado: enquanto a categoria de rosés importados recuou 4,1% em valor FOB e 3,1% em volume no país, o Piscine avançou 40,6% em faturamento, alcançando US$ 1,33 milhão, e 34% em volume, equivalente a 450 mil garrafas. O resultado colocou o rótulo em terceiro lugar entre todos os rosés importados no Brasil, atrás apenas de Mateus e Reservado Sweet, à frente de nomes como Chilano e Casal Garcia.

Entre os vinhos franceses, a distância para os concorrentes é ainda maior: o faturamento do Rosé Piscine superou com folga o de rótulos como Claude Val e Whispering Angel. O avanço também impulsionou a região do Sudoeste francês como um todo, que cresceu 42,2% em valor entre as origens de rosé importadas pelo Brasil, superando inclusive a Provence, tradicionalmente associada ao estilo.

Para 2026, a operação prevê embarcar 22 contêineres de 40 pés, alta de 37,5% sobre o ciclo anterior, com meta pública de alcançar 650 mil garrafas vendidas no Brasil em 12 meses. No país, a importação e distribuição da marca ficam a cargo da Ganesh Vinhos, responsável por puxar o crescimento registrado em 2025. A operação junto à origem francesa é conduzida por Rogerio Rebouças, representante da Vinovalie nas Américas e porta-voz da marca.

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