O setor vitivinícola fechou 2025 com mais de US$ 13 milhões em exportações
O vinho caiu no gosto dos brasileiros. Desde a popularização dos “botecos de vinho”, que viraram tendência em São Paulo, até o boom do turismo em vinícolas nas regiões serranas do país, é possível afirmar que o consumo da bebida se tornou mais presente no dia a dia dos brasileiros.
O público também mudou: está mais jovem e descomplicado, menos preso aos rituais tradicionais que costumavam acompanhar o consumo. As novas gerações passaram a enxergar o vinho como uma experiência mais casual e acessível.
O setor vitivinícola, que engloba exportações de vinhos e espumantes, celebrou mais de US$ 13 milhões em exportações em 2025. Na contramão de países da Europa e dos Estados Unidos – que registram queda no consumo – o mercado brasileiro apresentou crescimento de 8%, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho.
Em valor, houve aumento de 26,14% nas exportações de vinhos e espumantes brasileiros, com destaque para a alta de 37,85% nos espumantes e de 23,64% nos vinhos. O país também registrou crescimento de mais de 30% no consumo na última década, acompanhado de elevação no tíquete médio do consumidor.
O enoturismo, voltado à visitação de regiões produtoras, reúne experiências como degustação, contato com a cultura local e conhecimento do processo de produção.
Em São Paulo, mais de 80% das vinícolas registraram aumento no número de visitantes com a “Rota dos Vinhos”. O programa, lançado em 2024, já contempla mais de 60 vinícolas, e 60% dos produtores afirmam que a atividade tem impacto “significativo” ou “muito significativo” na economia local.
Foi durante o lockdown da Covid-19 que o consumo de vinho ganhou força no Brasil. O consumo médio chegou a 2,78 litros per capita, alta de mais de 30% em relação a 2019.
Em 2020, o país consumiu cerca de 501 milhões de litros de vinho, ante 383 milhões de litros em 2019, consolidando a bebida como parte do cotidiano do brasileiro.
Fonte: Times Brasil