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Estudo destaca vinho como a bebida alcoólica menos prejudicial

Pesquisa revela que o vinho oferece menos riscos e até pode ajudar na saúde cardiovascular se consumido moderadamente

Muitas pesquisas voltadas aos efeitos do álcool no corpo humano limitam-se à análise da quantidade consumida. Um estudo apresentado durante a reunião científica anual de 2026 da American College of Cardiology no entanto, abrange os tipos de bebidas alcoólicas e considera suas diferentes composições. Resultados revelam que o vinho não só apresenta menores riscos, como também podem trazer benefícios para a saúde cardiovascular, se consumido moderadamente. 

Foram analisados mais de 340 mil adultos, que responderam a um extenso questionário com dados detalhados sobre o hábito de consumo. Também foram feitos ajustes que consideraram fatores demográficos, nível socioeconômico, fatores de estilo de vida, fatores cardiometabólicos e histórico familiar de diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

Os participantes foram classificados em quatro categorias distintas: indivíduos que consumiam menos de 20g por semana (cerca de 1,5 doses padrão) foram considerados abstêmios ou consumidores ocasionais. Aqueles que bebiam entre 20g por semana e até 20g por dia, no caso dos homens, e entre 20g por semana e até 10g por dia, no caso das mulheres, foram classificados como de baixo consumo. 

Homens que tomavam de 20g a 40g por dia (aproximadamente 1,5 a três doses) e mulheres que consumiam de 10g a 20g por dia foram considerados moderados. Por fim, foram definidos como elevados aqueles que diariamente ingeriam de 40g para homens (cerca de três doses) e superior a 20g para mulheres (cerca de 1,5 doses).

Consumidores mais assíduos possuem 24% de risco de morte por qualquer causa, 36% de chance de morrer por câncer, e 14% de doenças cardiovasculares. Já entre os de consumo baixo e moderado, correm mais risco de morte quem opta por cerveja, sidra e destilados, enquanto que o vinho apresenta chances significativamente menores.

“Essas descobertas podem ajudar a aprimorar as diretrizes, enfatizando que os riscos à saúde associados ao álcool dependem não apenas do nível consumido, mas também do tipo de bebida”, comenta Zhangling Chen, autor sênior do estudo.

Os resultados também revelam que consumidores moderados de vinho apresentam chances 21% menores de morrer por doenças cardiovasculares, mesmo se comparados com quem nunca, ou raramente, consome bebidas alcoólicas. Por outro lado, mesmo o baixo consumo de cerveja, sidra e destilados representam 9% maiores chances. 

Segundo a pesquisa, a razão pode refletir diversos fatores. Compostos específicos como polifenóis e antioxidantes, presentes em vinhos tintos, podem trazer benefícios para a saúde cardiovascular. Além disso, a bebida normalmente é consumida com acompanhamentos mais saudáveis que outros tipicamente consumidos com cerveja, sidra e destilados. 

“Esses fatores sugerem que o tipo de álcool, a forma como é consumido e os comportamentos de estilo de vida associados contribuem para as diferenças observadas no risco de mortalidade”, acrescenta Zhangling Chen.

O detalhado panorama evidencia a complexidade do processo de analisar o impacto do álcool na saúde, mostrando a importância de considerar o tipo de bebida, a forma como são consumidas, e as demais agentes influenciados por quem a consome. Os pesquisadores reforçam o poder estatístico dos resultados, mas sugerem que bons estudos clínicos poderiam ajudar a aprofundar o entendimento dos impactos causados pelo consumo.

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