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Pesquisa da ProWine São Paulo, em parceria com a Universidade de Geisenheim - Alemanha, revela tendências promissoras para vinhos e destilados no Brasil

Especialistas apontam crescimento quase generalizado em todas as categorias de bebidas alcoólicas

A ProWine São Paulo, em parceria com a renomada Universidade de Geisenheim, da Alemanha, realizou uma ampla pesquisa sobre o mercado brasileiro de vinhos e destilados, trazendo uma visão detalhada das perspectivas de crescimento para 2026. Especialistas de todo o país contribuíram para o estudo, com a maior parte das respostas vindo de São Paulo, principal centro urbano de vinhos, mas também destacando a diversidade do mercado em outras regiões.

De acordo com os resultados, quase todas as categorias de bebidas alcoólicas devem apresentar desenvolvimento positivo nos próximos anos. O crescimento mais forte é esperado para o vinho nacional, com 76% dos especialistas prevendo aumento nas vendas, seguido pelo vinho importado, apontado por 52% dos entrevistados. RTDs, espumantes e destilados nacionais devem crescer, embora em níveis ligeiramente abaixo da média, enquanto destilados importados são as únicas categorias sem expectativa de crescimento.

Os respondentes apontam que o crescimento do mercado deve ser impulsionado por inovações em produtos e pelo engajamento do consumidor, especialmente por meio de experiências gastronômicas, educação sobre vinhos e a promoção do consumo cotidiano. Entre os fatores secundários de expansão estão a ampliação da visibilidade no on-trade, atração de novos consumidores, vendas on-line com entrega em domicílio e o fortalecimento da imagem do vinho como escolha sustentável.

O on-trade, espaço que inclui bares, restaurantes e eventos, desempenha papel central no mercado brasileiro. Treinamento de equipes, eventos de harmonização, experiências de enoturismo e grupos de degustação, como as “confrarias de vinhos”, são apontados como principais impulsionadores de crescimento. Degustações gratuitas, presença em revistas de lifestyle e cobertura midiática por meio de livros, filmes, documentários e podcasts aparecem como fatores secundários de impacto.

O estudo também evidencia o forte significado social do vinho no Brasil. Ele é percebido como um conector em encontros com amigos e familiares e frequentemente faz parte de ocasiões românticas, estando ligado a um estilo de vida moderado e voltado à saúde. Em comparação, associações com status, prestígio ou sofisticação têm papel secundário no consumo.

As oportunidades futuras de vendas estão fortemente ligadas a duas tendências: a experiência social do vinho em eventos, feiras e no on-trade, e a fácil acessibilidade por meio de plataformas de e-commerce. Um mercado dinâmico e em expansão, com múltiplos canais de venda, promete forte potencial para o futuro.

No segmento de vinhos importados, conexões culturais e proximidade regional influenciam as origens mais demandadas. Portugal lidera o crescimento apoiado pela língua compartilhada, enquanto Itália se beneficia de vínculos culturais e culinários. Argentina e Chile, vizinhos produtores, têm acesso facilitado ao mercado brasileiro.

A pesquisa reforça que o mercado de vinhos e destilados no Brasil é promissor e diversificado, com perspectivas de crescimento em quase todas as categorias e uma ampla gama de oportunidades para diferentes players do setor.

“Esta pesquisa reforça a importância de entendermos as tendências do mercado brasileiro e de estarmos cada vez mais próximos de produtores, distribuidores e consumidores para apoiar o crescimento do setor de vinhos e destilados no país”, fala a diretora da ProWine São Paulo, Malu Sevieri.

Acesse os resultados da pesquisa AQUI.

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