NOTÍCIAS

Vinhos do Tejo: tradição, certificação e um novo terroir

CVR Tejo amplia sua diversidade e reforça a qualidade de rótulos marcados por identidade, elegância e certificação rigorosa

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) está sempre marcando presença na ProWine São Paulo. Este ano não será diferente, e os tão apreciados Vinhos do Tejo estarão na maior feira de vinhos e destilados das Américas. Situando-se na histórica região do Tejo, representa o cultivo de uvas e a produção e comércio de vinhos do coração de Portugal. Ela controla o cumprimento das regras e a certificação dos tão autênticos e variados vinhos, aumentando a presença de seus produtores nos mercados nacionais e internacionais.

A câmara de degustação reúne um painel de especialistas que avalia, com precisão, as sensações que cada vinho desperta. Essa análise sensorial é complementada por exames físico-químicos realizados em laboratório, garantindo um olhar técnico e completo sobre cada amostra. O resultado é um rigoroso sistema de certificação que define a Denominação de Origem (DO Tejo) e a Indicação Geográfica (IG Tejo), assegurando qualidade e autenticidade. Apenas os vinhos que atingem esse padrão recebem, no rótulo, o selo “Tejo”.

O território onde é cultivado a uva influencia profundamente suas propriedades e, portanto, o vinho. A região vitivinícola do Tejo é frutífera. São 65 milhões de litros produzidos anualmente ao longo de 12 mil hectares divididos em zonas distintas. Por ser uma terra heterogênea, os vinhos do Tejo são particulares e ricos em diversidade.

Durante muito tempo, eram reconhecidos apenas três terroirs: Bairro, com solo argiloso-calcário, ideal para a produção do vinho tinto; Campo, com terras férteis, ótimas para vinhos brancos, e  Charneca, cujo solo arenoso é capaz de produzir tanto tinto quanto branco. No entanto, como resultado de um estudo de solos concluído em 2025, a CVR Tejo reconheceu um novo terroir na região: Serras.

“Identificamos esse novo terroir, que tem características especiais diferentes dos outros. Inicialmente estava inserido no terroir do Bairro, mas não era uma zona específica, devidamente reconhecida”, explica João Silvestre, diretor geral da CVR Tejo, em entrevista no podcast ‘Pode Conter Sulfitos’.

Serras fica ao norte, em zonas montanhosas, de solo majoritariamente pedregoso, granítico e xistoso, com baixa retenção de água e nutrientes. É marcado pela maior altitude, o que influencia diretamente o clima. A amplitude térmica é maior, com dias quentes e noites frias, o que prolonga a maturação do vinho e permite a suavização de taninos e da acidez. 

“Estamos falando de vinhos mais equilibrados, talvez vinhos não tão concentrados, com uma fruta tão evidente, mas uma coisa mais delicada, com uma mineralidade maior. Temos aqui uma elegância diferente,” comenta Silvestre.

Essa elegância e consistência dos vinhos do Tejo estarão em destaque na ProWine São Paulo 2026. A CVR Tejo apresentará ao público internacional a riqueza de seus terroirs e a autenticidade de seus vinhos e destilados.

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

LEIA MAIS:

Inovadora, Cooperativa Vinícola Garibaldi adiciona novo sabor à vitivinicultura brasileira

11 de agosto de 2025

NOVA, a marca mãe dos vinhos finos de uma das maiores vinícolas do país

22 de agosto de 2024

Produção de uva no Rio Grande do Sul deve ultrapassar 900 mil toneladas na Safra 2025/26

26 de janeiro de 2026