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Vinhos de inverno da safra 2025 terão qualidade excepcional; Minas se destaca na produção

Produção deve girar em torno de 1,1 milhão de garrafas na região de atuação da Anprovin; ao todo,são 500 hectares de uvas plantadas em 51 vinícolas ligadas à entidade

Diretora técnida da Anprovin, Aline Mabel explica que colheita das uvas na região deve seguir até a primeira quinzena de agosto | Foto: Arquivo pessoal / Aline Mabel

Minas Gerais tem se destacado, cada vez mais, na produção de vinhos. O clima propício e a técnica da dupla poda – o que permite a colheita das uvas no período seco – tem gerado safras de alta qualidade com bebidas conquistando mais prêmios. Conforme a Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), as expectativas para a safra 2025 são muito positivas em relação à qualidade e a produção deve girar em torno de 1,1 milhão de garrafas na região de atuação da associação.

A diretora técnica da Anprovin, Aline Mabel, explica que a colheita das uvas está avançada. A associação representa 51 vinícolas, distribuídas em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. A maior parte das vinícolas, cerca de 35%, é de Minas Gerais. Ao todo, são 500 hectares plantados com uvas voltadas para a produção de vinhos de inverno.

“A maioria das variedades de uvas brancas já foi colhida, porque são uvas mais precoces. Na segunda quinzena de julho começou a colheita das variedades tintas. O processo se intensifica bastante no fim de julho e devemos seguir colhendo até primeira quinzena de agosto. Entre as uvas produzidas, no caso das brancas, a maior parte é Sauvignon Blanc e das uva tinta a gente tem o maior volume de Sirah”, explica.

Ao longo da safra, as lavouras enfrentaram desafios climáticos, o que deve gerar um menor rendimento da produção. A diretora explica que a falta de chuvas nos primeiros meses do ano e as altas temperaturas foram desafios que prejudicaram a floração das videiras. Os fenômenos climáticos provocaram em alguns vinhedos uma desordem fisiológica, chamada filagem – quando a inflorescência começa a se desenvolver e por estresse climático reverte, fazendo com que a flor não se desenvolva totalmente.

Fonte: Diário do Comércio

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