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Como tecnologias digitais podem aproximar novos consumidores?

Com a simplificação do acesso ao vinho, da ampliação da descoberta de rótulos e da conexão com novos públicos, as plataformas digitais podem contribuir para a inclusão sociocultural e o desenvolvimento econômico do setor

A indústria do vinho, como todo segmento, tem sido influenciada pelo universo digital. Em um mundo onde cada vez mais a tradição vitivinícola se integra à inovação tecnológica, a ideia do consumo de vinho restrito, associado à exclusividade, vai sendo deixada para trás, para dar espaço ao jeito mais simples de incluir o vinho no cotidiano.

Em artigo para a Exame, o especialista Paulo Vasconcellos discorre sobre como o mercado de vinhos, que movimenta atualmente mais de R$ 21 bilhões e registra crescimento de quase 10% em relação ao ano anterior, segundo a Ideal BI Consultoria, têm utilizado a tecnologia para atrair um novo público.

O avanço é impulsionado por uma geração mais curiosa e disposta a experimentar, sem se prender a convenções de consumo. Ainda há dificuldades na orientação do novo consumidor, bem como no acesso a rótulos menos óbvios, diferentes dos já consolidados. A visibilidade fica mais concentrada em grandes importadores e redes tradicionais, e menos em produtores nacionais e regiões ainda emergentes. O resultado é um cliente que escolhe sempre a opção segura, que já conhece. 

A dificuldade de estabelecer uma comunicação assertiva e coordenada, limita o alcance de experiências que poderiam ser valiosas para o consumidor. É justamente neste cenário que entram as plataformas digitais, como uma forma de orientar, simplificar a organização de encontros e apoiar a curadoria, unindo informações e tornando todo o processo mais intuitivo.

Além de ampliar o acesso e oferecer a sensação de menor formalidade, as plataformas digitais podem oferecer ao cliente novos perfis de produtos. Assim, rótulos autorais brasileiros e mercados menos tradicionais ganham visibilidade, incentivando uma escolha também orientada por contexto e descoberta.

Neste caso, a digitalização desenvolve tanto a inclusão sociocultural no consumo de vinho quanto a economia do setor, sendo o elo entre a complexidade técnica da enologia ao o interesse genuíno que parte do novo consumidor. Desta maneira fica claro que o futuro do mercado brasileiro depende não somente do volume de comercialização, mas também da formação de novas conexões e da agregação de valor a partir delas.

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