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ProWine São Paulo 2026 reúne 37 países em sua maior edição

Mais de 2 mil produtores ocuparão dois pavilhões do Expo Center Norte, com novas origens e delegações internacionais ampliadas

Champagne sem representação no Brasil, Rieslings alemães, saquês japoneses e uma área dedicada à tequila mexicana estarão separados por poucos corredores em outubro. A geografia da ProWine São Paulo 2026 ajuda a dimensionar o interesse crescente da indústria internacional pelo mercado brasileiro: marcas de 37 países estarão na maior edição do evento desde sua criação.

A expectativa é reunir mais de 2 mil produtores expositores entre os dias 6 e 8 de outubro. Pela primeira vez, a maior feira de vinhos e destilados das Américas ocupará dois pavilhões do Expo Center Norte, o Branco e o Azul. A expansão acompanha o aumento das delegações estrangeiras e amplia o espaço destinado a regiões e categorias que vêm ganhando relevância no país.

“Todo mundo olha para o Brasil como a bola da vez. Muitos mercados enfrentam queda no consumo interno ou dificuldades em outros destinos de exportação e enxergam o país como um destino de grande potencial”, afirma Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo.

Estarão representados na edição de 2026: África do Sul, Alemanha, Argentina, Armênia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Brasil, Bulgária, Chile, China, Chipre, Escócia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, França, Geórgia, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Itália, Líbano, Macedônia do Norte, México, Moldávia, Nova Zelândia, Portugal, Romênia, Rússia, Sérvia, Suíça, Trindade e Tobago, Turquia, Ucrânia e Uruguai.

A lista coloca lado a lado origens já consolidadas entre os brasileiros e outras que ainda têm espaço para avançar no país. Portugal, Espanha, Itália, França, Chile e Argentina chegam com representações maiores, enquanto novas participações ampliam o leque disponível para importadores, distribuidores e demais compradores.

A Alemanha é um exemplo desse movimento. O país terá duas delegações, uma delas organizada pelo Ministério da Agricultura alemão e outra pelo Verband Deutscher Prädikatsweingüter (VDP), associação com mais de 100 anos de história que reúne cerca de 200 dos principais produtores alemães. Na ProWine São Paulo, o VDP contará com 12 propriedades de seis regiões — Mosel, Württemberg, Rheinhessen, Nahe, Francônia e Palatinado — reunidas em um único estande.

Segundo a associação, a seleção foi concebida como uma espécie de mapa da produção alemã contemporânea. O Riesling terá papel central, dos VDP.Gutsweine aos VDP.Ortswein, VDP.Erste Lage e VDP.Grosse Lage, além dos Prädikat nos estilos feinherb, Kabinett e Spätlese. Safras atuais dividirão espaço com vinhos maduros, permitindo observar também o potencial de envelhecimento da variedade.

A ampliação internacional coincide com mudanças no perfil do consumo de vinho no Brasil. Segundo Malu, a procura por produtos de maior valor agregado já influencia as decisões de vinícolas interessadas no país.

“Tem movimentos muito interessantes acontecendo. Pela primeira vez teremos produtores de Champagne que ainda não possuem representação no Brasil vindo expor diretamente na ProWine São Paulo. Esse movimento da premiumização já acontece há alguns ciclos e estamos percebendo isso claramente na feira.”

Entre essas casas está a maison familiar de Marion e Laurent Liébart, que preserva uma face pouco conhecida da Champagne. Além de Chardonnay, Pinot Noir e Meunier, a propriedade cultiva variedades hoje raras, como Arbane, Petit Meslier e Pinot Blanc. Essa diversidade se traduz em uma cuvée elaborada com as sete castas históricas da região, que poderá ser provada em São Paulo.

Marion e Laurent estarão pessoalmente à frente das degustações e procuram importadores e distribuidores para iniciar a atuação da maison no mercado sul-americano. A intenção é encontrar parceiros alinhados à produção orgânica e à preservação da herança vitícola da propriedade. “O que mais nos entusiasma é a oportunidade de compartilhar a paixão e o savoir-faire da nossa família com um público completamente novo, e apresentar a eles toda a diversidade da Champagne através do cultivo das sete castas”, resumem.

A França terá ainda outras faces menos conhecidas em evidência. Os brancos, por exemplo, representam apenas 4% da produção de Châteauneuf-du-Pape, e é justamente essa parcela da célebre apelação do Rhône que a Domaine Chante Cigale pretende mostrar aos profissionais brasileiros. Presente em mais de 25 países, a propriedade participa pela primeira vez da ProWine São Paulo com uma seleção enxuta de rótulos e a intenção de encontrar um parceiro para desenvolver sua atuação no Brasil.

A abertura para novas referências, porém, não se restringe aos segmentos de maior valor agregado. Malu observa que o consumidor também passou a demonstrar mais interesse por castas, regiões produtoras e pelas histórias por trás dos rótulos, criando oportunidades para estilos e origens menos familiares.

“O grande diferencial do Brasil é a curiosidade do consumidor. O brasileiro está disposto a experimentar. Isso cria oportunidades para regiões, estilos e produtos que ainda são pouco conhecidos”, afirma.

É nesse espaço para descoberta que a Grécia também busca avançar. Especializada em produtos do país, a Monte Dictis terá um estande maior em 2026 e dará destaque aos vinhos doces. Mavrodáfni e Moscatel de Patras se juntam ao Vinsanto de Santorini, já presente no portfólio da importadora, formando um trio de referências tradicionais da categoria.

Transformar curiosidade em mercado, contudo, exige conhecimento. Por isso, o crescimento da exposição vem acompanhado de uma programação técnica que reúne masterclasses, degustações orientadas e atividades de formação profissional. No ProWine Forum, a agenda percorrerá desde o frescor dos Vinhos Verdes até os novos terroirs da Chapada Diamantina e de Garanhuns, passando pela evolução da Carménère chilena e por mudanças de consumo associadas ao uso do Mounjaro.

Ao longo dos três dias, especialistas e marcas expositoras discutirão não apenas o que está nas taças, mas também aspectos de mercado, cultura, ciência e comportamento que ajudam a definir os rumos do setor.

“O ProWine Forum tem como propósito aproximar conhecimento e experiência, criando um espaço de troca de ideias que ajuda os profissionais a compreender melhor o mercado nos cenários nacional e internacional e a conhecer de perto rótulos que transformam o setor”, afirma Malu.

Assim, os 37 países representam mais do que um número recorde de procedências reunidas em São Paulo. Para importadores, distribuidores, varejistas, sommeliers e profissionais de bares e restaurantes, essa concentração encurta distâncias entre mercados maduros e novas fronteiras, permitindo descobrir portfólios, comparar regiões e construir relações comerciais sem sair dos dois pavilhões do Expo Center Norte.

As inscrições para a ProWine São Paulo estão abertas e são gratuitas para profissionais do setor. Mais informações e credenciamento em: prowinesaopaulo.com

Sobre a ProWine São Paulo

A ProWine São Paulo é um spin-off da ProWein de Düsseldorf, na Alemanha. Desde sua estreia, em 2019, tem proporcionado uma experiência única, reunindo os principais players da indústria durante três dias para geração de negócios, lançamentos, relacionamento e compartilhamento de conhecimentos. O evento é uma realização conjunta da Emme Brasil, Inner Group e Messe Düsseldorf. Em 2026, será realizado de 6 a 8 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Mais informações e inscrições gratuitas para profissionais em: prowinesaopaulo.com.

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