A vinícola foi a primeira especializada em espumantes a conquistar a certificação PIUP, que garante rastreabilidade e manejo responsável
Em meio às paisagens exuberantes da Serra do Sudeste, a Chandon Brasil está redefinindo o que significa produzir espumantes de excelência. Mais do que sabor e sofisticação, cada garrafa carrega um compromisso profundo com a natureza, a biodiversidade e o futuro da viticultura.
Um vinhedo que cultiva mais do que uvas
Desde 2000, quando implantou seu próprio vinhedo em Encruzilhada do Sul, a Chandon Brasil vem investindo em práticas sustentáveis que colocam o meio ambiente no centro da produção. A vinícola foi a primeira especializada em espumantes a conquistar a certificação PIUP (Produção Integrada de Uva para Processamento), que garante rastreabilidade e manejo responsável.
Viticultura regenerativa: devolver à terra mais do que se tira
A Chandon adota a viticultura regenerativa como filosofia. Isso significa:
Essas práticas não apenas elevam a qualidade das uvas, mas também fortalecem o ecossistema local, tornando o vinhedo mais resiliente às mudanças climáticas.
Biodiversidade como aliada
O vinhedo da Chandon é hoje um refúgio para diversas espécies de fauna e flora. A empresa investe na preservação de matas nativas, corredores ecológicos e monitoramento da vida silvestre. A biodiversidade é vista como parte essencial do terroir — e não como obstáculo à produção.
Casa Chandon: experiência, educação e engajamento
Em 2023, a marca inaugurou a Casa Chandon, um espaço imersivo que convida o público a vivenciar essa filosofia. Mais do que degustar espumantes, os visitantes aprendem sobre viticultura regenerativa, sustentabilidade e a conexão entre vinho e natureza.
Espumantes com propósito
Cada garrafa produzida pela Chandon Brasil é resultado de uma cadeia produtiva consciente, que respeita o tempo da terra e valoriza a vida em todas as suas formas. Em um mundo que exige urgência ambiental, a vinícola mostra que é possível brindar com responsabilidade — e que o luxo pode, sim, ser sustentável.
Philippe Mével: o mestre de cave que cultiva espumantes com alma
À frente da Chandon Brasil desde 1990, o francês Philippe Mével é mais do que um enólogo — é um verdadeiro guardião da identidade da marca no país. Com formação clássica e alma inquieta, ele encontrou no terroir brasileiro um campo fértil para inovar, respeitar a natureza e criar espumantes que traduzem emoção.
Apaixonado pelo que faz, Mével é conhecido por seu olhar atento aos detalhes e por sua crença de que o vinho começa muito antes da vinificação — começa no solo, na biodiversidade, no cuidado com cada videira. “Nosso papel é escutar a natureza e intervir o mínimo possível”, conta.
Sob sua liderança, a Chandon Brasil adotou práticas de viticultura regenerativa, eliminou o uso de leveduras industriais e passou a colher manualmente todas as uvas. Ele também foi um dos idealizadores da Casa Chandon, espaço que traduz sua visão de transparência, educação e conexão com o consumidor.
Philippe não apenas produz espumantes — ele cultiva histórias, vínculos e um legado de respeito à terra. Seu entusiasmo é contagiante, e sua paixão pelo ofício se reflete em cada garrafa que leva o nome Chandon.
Na semana passada, aconteceu em SP um brunch para apresentar o projeto de sustentabilidade Lands of Biodiversity. Na ocasião provamos três espumantes: Chandon Blanc de Blanc Riesling itálico, Chandon Blanc de Noir com Pinot Noir e o Névoa das Encantadas feito da casta Chardonnay.
Chandon Brasil apresenta programa de sustentabilidade e biodiversidade
A Chandon Brasil dá um passo marcante em sua trajetória ao apresentar oficialmente seu Programa de Sustentabilidade e Biodiversidade. O encontro reuniu especialistas para celebrar o compromisso da Maison em preservar o meio ambiente, regenerar os solos e fortalecer o vínculo com as comunidades que acolhem seus vinhedos.
Presente em seis países e reconhecida como o maior domaine de espumantes do mundo, a Chandon reafirma no Brasil seu papel pioneiro ao integrar práticas de viticultura regenerativa, proteção à biodiversidade e gestão responsável da água e do carbono.
Viticultura regenerativa e biodiversidade
Certificada desde 2020 em viticultura sustentável pela PIUP (Produção Integrada de Uva para Processamento) — pioneira entre as vinícolas de espumantes do país —, a Chandon Brasil reforça sua liderança com a reafirmação de seu compromisso com a sustentabilidade e compartilha suas metas ambientais até 2028, incluindo a certificação completa em agricultura regenerativa.
Hoje, 36% da área total da vinícola (100 hectares) é dedicada à preservação da vegetação nativa, criação de corredores biológicos e refúgios naturais para aves, mamíferos e polinizadores — entre eles o projeto de replantio de 7,5 hectares de butiazeiros em parceria com a Embrapa e a manutenção de 90 colmeias com abelhas nativas sem ferrão nos biomas Pampa e Mata Atlântica.
Inovação e responsabilidade ambiental
Entre as conquistas recentes, destacam-se:
Compromisso global
O programa brasileiro faz parte da plataforma global Lands of Biodiversity, que orienta as ações da Chandon em seus seis domínios — Argentina, Califórnia, Brasil, Austrália, China e Índia — com base em três pilares: regenerar os solos, proteger a biodiversidade e colaborar com as comunidades.
“Ser sustentável é devolver à natureza o que ela generosamente nos oferece. Cada terroir Chandon é um ecossistema vivo, e cuidar dele é parte essencial do nosso ofício como viticultores”, reforça Catherine Petit, diretora geral Moët-Hennessy Brasil.
Com este lançamento, a Chandon reafirma sua vocação como uma marca global com raízes locais, que une inovação, responsabilidade e paixão pelo vinho, inspirando um futuro mais equilibrado e diverso — no campo, nas taças e na sociedade.
Fonte: Empratado / All4Wine