Portfólio reúne o Viticultor do Ano 2026 no Mosel, dez títulos no German Red Wine Award e vinhos de parcelas Grosse Lage
A importadora Wein Liebe chega à ProWine São Paulo 2026 representando três vinícolas alemãs de peso — Knebel, Philipp Kuhn e Weingut von Winning —, todas apresentadas dentro do estande coletivo do VDP, associação que reúne os principais produtores de vinho fino do país. A presença das três casas soma-se ao conjunto de doze vinícolas e seis regiões vinícolas que compõem o mapa do vinho alemão montado pela associação na feira deste ano.
A Knebel chega ao evento consagrada pelo guia Vinum como Viticultor do Ano 2026 para a região do Mosel. Sob comando de Matthias Knebel, a vinícola cultiva vinhas na histórica vila de Winningen, no Terrassenmosel, desde 1642, com a gestão moderna iniciada por seus pais, Reinhard e Beate, e assumida por ele em 2008.
Em oito hectares de encostas íngremes, a colheita é feita manualmente, com apoio de cabos de rapel, resultando em Rieslings secos marcados por tensão e uma assinatura salina de xisto devoniano. Para a ProWine São Paulo, a casa traz o Knebel Riesling Von den Terrassen e um novo lote do Riesling trocken, além do Knebel Röttgen Riesling GG, rótulo que representa o ápice dos vinhedos em terraços da propriedade e está disponível no Brasil pela Wein Liebe mediante consulta. A vinícola pratica fermentação 100% espontânea com leveduras nativas, longo estágio sobre as borras e banimento total de herbicidas e inseticidas químicos.
Já a Philipp Kuhn desembarca no Brasil com exclusividade pela Wein Liebe carregando dez títulos do German Red Wine Award. Localizada em Laumersheim, no norte da região de Pfalz, com raízes vitivinícolas que remontam ao século XVII, a vinícola foi assumida por Philipp Kuhn em 1992, quando tinha apenas vinte anos, e se tornou pioneira em colocar a região no mapa dos grandes vinhos secos alemães.
Os vinhedos assentam-se sobre maciços de calcário puro (Muschelkalk), o que confere aos vinhos espinha dorsal ácida e mineralidade marcante. Na feira, os destaques ficam por conta das novas safras do Pinot Noir Tradition e do Riesling Tradition, ambos VDP.Gutswein, além do Philipp Kuhn Kirschgarten Pinot Noir GG, tinto que a vinícola aponta como sua expressão máxima. A produção segue abordagem artesanal, com colheita manual em várias etapas e vinificação separada por microparcela em tanques pequenos, sob certificação de sustentabilidade Fair and Green.
Por fim, a Weingut von Winning, fundada em 1849 em Deidesheim originalmente como Weingut Dr. Deinhard – um dos membros fundadores da associação VDP, vem renovada sob a marca atual desde 2007. A vinícola resgatou práticas ancestrais de vinificação em grandes tonéis de carvalho (fuders) para seus Rieslings Grand Cru, alcançando pontuações de até 99 pontos de críticos como Robert Parker e Jancis Robinson.
A densidade de plantio chega a 9.500 vinhas por hectare, técnica que força as raízes a buscar nutrientes em camadas rochosas mais profundas e dispensa fertilizantes sintéticos. Os destaques da feira incluem a nova safra do Von Winning Win Win Riesling VDP.Gutswein e o Sauvignon Blanc 500, fermentado em barricas de 500 litros, além dos rótulos Pechstein Riesling GG e Kalkofen GG, que traduzem o uso da madeira sem mascarar a pureza da fruta. Os solos de basalto negro e arenito colorido da região de Mittelhaardt sustentam vinhos de doze parcelas Grosse Lage e dez vinhedos Erste Lage.