Vendas cresceram 9% em valor e 2% em volume, com avanço dos importados e sinais de maior disposição do consumidor para produtos premium
O mercado brasileiro de vinhos e espumantes bateu recorde, movimentando R$ 9,8 bilhões e comercializando 23,27 milhões de caixas de 9 litros durante o primeiro semestre de 2026. Os valores representam, respectivamente, avanços de 9% no faturamento e 2% no volume em relação ao mesmo período de 2025. O levantamento, realizado pela consultoria Ideal BI, considera tanto produtos nacionais quanto importados.
Ao longo do segundo trimestre, os produtos nacionais ficaram para trás, com recuo de 14% nas vendas, enquanto os importados avançaram 15%. No caso dos vinhos tintos, mesmo com o bom início do ano para os rótulos brasileiros, os importados saíram na frente, com alta de 10%. Já na categoria de espumantes, os produtos nacionais se destacaram, enquanto os rótulos estrangeiros registraram recuo de 7%.
Mesmo com crescimento expressivo de brancos e rosés, o paladar do brasileiro segue optando majoritariamente pelos tintos, que cresceram 7% no primeiro semestre e passaram a representar 75% do mercado. Os demais registraram retração de 2,9% em volume, com os brancos respondendo por 20% e os rosés 6%.
Sinais de “premiumização” do consumo foram identificados pela Ideal Bi, considerando o melhor desempenho de vinhos de maior valor agregado em relação ao de produtos de entrada. Isso significa que o consumidor tem se mostrado mais disposto a gastar mais para usufruir de uma experiência e uma bebida de maior qualidade.
Apesar do crescimento, fatores como estoques elevados e o aumento da competição entre as marcas equivalem a desafios que podem pressionar preços e margens. Para a Ideal BI, o Brasil continua apresentando potencial tanto para produtores quanto para importadores, por registrar um consumo per capita ainda baixo e com espaço para expansão.
No cenário global, considerando o mercado total, o Brasil ocupa a 15ª posição em valor e a 16ª em volume. Já quando analisados somente os vinhos engarrafados de até dois litros, o país fica na 13ª posição em valor e a 8ª em volume no mundo.