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ProWine Forum: Sala 1 conecta terroir, mercado e futuro do vinho

Programação percorre regiões portuguesas, novas cultivares brasileiras, gestão, comportamento de mercado e o protagonismo feminino no setor

O que aproxima vinhas velhas portuguesas, novas cultivares brasileiras, um ícone da Carménère chilena e os desafios de administrar estoques de alto valor? Na Sala 1 do ProWine Forum, esses diferentes temas ajudam a construir um panorama que atravessa produção, território, tecnologia e negócios durante os três dias da ProWine São Paulo 2026.

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A programação começa por Lisboa. Representando a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), Elaine de Oliveira conduz a masterclass “Vinhos de Lisboa para (Tod)o Mundo – A Diversidade com Sotaque Atlântico”, dividida em duas partes. O percurso vai de brancos frescos e vibrantes, elaborados com castas como Arinto e Malvasia Fina, a tintos estruturados e elegantes produzidos com Touriga Nacional. Em seguida, amplia o olhar para castas, produtores e estilos, dos brancos aromáticos à base de Fernão Pires aos vinhos mais complexos e gastronômicos.

O noroeste português ganha espaço com Gonçalo Rowett. Em “Vinhos Verdes: Muito Além do Frescor”, ele investiga as diferentes características dos rótulos provenientes da Denominação de Origem Controlada Vinho Verde. Já “Expressões de Autor e Perfis Premium da Região Demarcada dos Vinhos Verdes” percorre castas, terroirs, sub-regiões e estilos para explorar o lado autoral e de maior valor agregado da produção local.

Na Península de Setúbal, o foco recai sobre uma de suas variedades emblemáticas. Cecilia Aldaz dedica “Setúbal e Seu Castelão” às diferentes expressões da casta tinta, mostrando como clima, identidade regional e escolhas de produção se refletem em perfis aromáticos e gustativos distintos.

O Tejo ganha duas leituras conduzidas pelo Master of Wine Dirceu Vianna Junior. Em “Vinhas Velhas e Estilos Modernos”, patrimônio vitícola, castas e terroirs ajudam a explicar a evolução dos vinhos da região. “Uvas Autênticas e Vinhos de Excelência” concentra-se nas variedades mais emblemáticas e expressivas do Tejo e na maneira como diferentes condições de origem se traduzem nos vinhos.

A programação muda de direção com Ricardo Morari, gerente técnico da Cooperativa Vinícola Garibaldi. “Os Vinhos do Amanhã: Novas Cultivares e Oportunidades para a Vitivinicultura Brasileira na Experiência da Cooperativa Vinícola Garibaldi” coloca em degustação vinhos comerciais e microvinificações elaborados com uvas exóticas de um projeto experimental. Dados sobre a adaptação das variedades ao terroir da Serra Gaúcha e os resultados obtidos até agora completam a apresentação.

Do Brasil, o percurso segue para o Chile e para um vinho que completa sua vigésima safra. Presidente e diretor técnico da Viña Montes, Aurelio Montes conduz “Purple Angel – 20 Anos de um Ícone: Uma Jornada Através do Tempo”, dedicada à evolução de diferentes safras do rótulo e à identidade construída em torno da Carménère.

Nem todos os desafios discutidos na sala começam no vinhedo. Guilherme Werneck, CEO da Moki, aborda em “Quanto Custa Não Saber? Inventário, Rastreio e Perda em Estoques de Alto Valor” problemas ligados à identificação de itens, conferência, rastreamento de movimentações e prevenção de perdas. A discussão mostra como dados, processos padronizados e tecnologia podem contribuir para ampliar o controle e reduzir riscos operacionais.

O componente humano da produção é o ponto de partida de David Medeiros em “O Savoir-Faire e o Terroir: O Elemento Humano como Fator de Distinção entre Vinhos de uma Denominação de Origem”. A provocação nasce de uma questão central: por que produtores submetidos ao mesmo solo, clima e castas autorizadas podem alcançar resultados tão diferentes? A resposta passa pelo papel do saber-fazer na identidade final de um vinho.

Da produção para os números, Felipe Galtaroça, CEO da Ideal BI, analisa em “O Mercado de Vinhos no Brasil na Última Década e os Rumos para os Próximos Dez Anos” a concentração do crescimento, as mudanças nos hábitos de consumo e as novas dinâmicas de faturamento e importação. A retrospectiva serve de base para discutir oportunidades e perspectivas para a próxima década do setor no país.

O encerramento coloca as mulheres no centro da conversa. Débora Takushi, Rachel Nariyoshi e coautoras do livro Vinho por Elas II – Histórias, Destinos e Descobertas partem de histórias reais para discutir como o vinho conecta pessoas, cria comunidades, impulsiona destinos e gera oportunidades de negócios. “O Vinho por Elas: A Força Feminina que Está Transformando a Rota do Vinho” evidencia diferentes dimensões do protagonismo feminino no universo vitivinícola.

Da identidade dos territórios às decisões que definem produção e negócios, a Sala 1 propõe diferentes maneiras de interpretar as mudanças em curso no vinho. A programação completa das masterclasses desta e das demais salas do ProWine Forum está disponível no aplicativo oficial da ProWine São Paulo, para Android e iOS.

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