Feira já tem confirmadas marcas dos cinco continentes para a edição de 2025 e se fortalece como ponte estratégica entre o Brasil e o mercado mundial de vinhos e destilados
A cada edição, a ProWine São Paulo se consolida como uma vitrine estratégica para marcas internacionais que buscam expandir suas operações nas Américas. Em 2025, a maior feira de vinhos e destilados do continente já conta com expositores confirmados da África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Bulgária, Chile, China, Chipre, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Geórgia, Grécia, Hungria, Irlanda, França, Itália, Líbano, México, Moldávia, Nova Zelândia, Panamá, Peru, Portugal, Reino Unido, Romênia, Ucrânia, Uruguai, por exemplo — um recorte claro do alcance global do evento e da relevância crescente do Brasil no radar mundial.
O país está definitivamente no mapa dos grandes players do setor. Nos primeiros meses de 2025, o consumo de vinhos no Brasil manteve sua trajetória de alta: de acordo com a Ideal BI Consulting, as vendas cresceram 7% no total (entre rótulos nacionais e importados), enquanto as importações aumentaram 14% em volume e 15% em valor.
Segundo o CEO da Ideal BI, Felipe Galtaroça, os destaques foram os vinhos brancos, com crescimento expressivo de 28%, e os espumantes, com alta de 10%. No total, cerca de 110 milhões de garrafas foram comercializadas apenas no primeiro trimestre, movimentando R$ 3,9 bilhões. A expectativa é que o setor ultrapasse R$ 22 bilhões em faturamento até o fim do ano.
“Estamos vendo o Brasil se tornar um refúgio para produtores que enfrentam desafios em seus países de origem. A desvalorização do real no fim de 2024 e o avanço de acordos internacionais, como o aguardado tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, são fatores que também ajudam a explicar esse reposicionamento”, explica o diretor da ProWine São Paulo, Christian Burgos.
No ano passado, o país registrou um aumento de 10% no valor das importações de vinhos, passando de US$ 468,8 milhões para mais de US$ 518 milhões, conforme Galtaroça. No mesmo período, as importações da América Latina cresceram 8%, reforçando o apelo da região entre os exportadores internacionais, sobretudo diante da queda de consumo na Europa, dos desafios enfrentados na Ásia e da estabilidade do mercado norte-americano.
Nesse contexto de expansão, a ProWine São Paulo se destaca como porta de entrada para marcas que desejam investir nas Américas. Voltada exclusivamente ao mercado B2B, a feira reuniu em 2024 mais de 15 mil visitantes profissionais, sendo 90% deles tomadores de decisão. Com suporte logístico e operacional especializado, oferece uma plataforma eficaz para quem busca visibilidade e, principalmente, resultados concretos de negócios.
Para muitos expositores, participar da feira é o start para consolidar presença no mercado brasileiro e das Américas como um todo. “Mais do que uma feira, a ProWine São Paulo é um hub internacional de oportunidades. É onde o mundo do vinho se conecta com o Brasil e vice-versa”, resume Burgos.
Clima tropical e novos hábitos de consumo abrem janelas para crescimento
“Em 2024, os vinhos brancos representaram 26% do consumo, ante 20% em 2017. Os rosés dobraram de participação, alcançando 8%, enquanto os tintos recuaram de 76% para 67%. Esse novo cenário favorece categorias que antes ocupavam nichos menores. Espera-se um crescimento de até 76% no consumo de brancos e espumantes nos próximos anos, justamente os estilos mais alinhados ao clima tropical e às preferências da nova geração de consumidores”, explica Galtaroça.
Atentas a esse redesenho do mercado, diversas associações e produtores internacionais têm intensificado os investimentos no Brasil. A avaliação é unânime: em um mundo cada vez mais competitivo e com margens reduzidas, o país se apresenta como uma das opções mais atrativas para expansão. Apesar dos desafios operacionais e fiscais, o mercado brasileiro tornou-se prioridade.
Um reflexo disso é o aumento das ações de marketing financiadas por programas da União Europeia, voltadas à promoção dos vinhos europeus no Brasil. Embora aumentem a concorrência, essas iniciativas também fortalecem a cultura do vinho e contribuem para reduzir os custos dos importadores, fatores que favorecem a entrada de novas marcas.
“Com a evolução do mercado e a sofisticação do consumidor brasileiro, a tendência é que o número de marcas internacionais na ProWine São Paulo cresça ainda mais. O evento deixou de ser apenas uma feira para se tornar símbolo da transformação do setor no Brasil e nas Américas, refletindo o novo protagonismo da região no mapa global do vinho. O evento é um farol de oportunidades para quem busca crescer, inovar e conquistar novos mercados”, afirma a diretora da feira, Malu Sevieri.