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Como os brasileiros vão consumir vinho em 2026

Moderação, vinhos zero álcool e novos hábitos redefinem a experiência da bebida no Brasil

O ritual de abrir uma garrafa, apreciar os aromas e saborear o vinho está evoluindo no Brasil. Em 2026, a forma como os brasileiros desfrutam do vinho será significativamente influenciada por novas tendências de comportamento, com destaque para a busca por bem-estar e moderação.

A ascensão da moderação: menos é mais

Uma das forças motrizes por trás da mudança é a crescente conscientização sobre a saúde. O consumidor brasileiro, especialmente as novas gerações, está mais atento ao impacto do álcool no organismo. Essa mentalidade se traduz em:

• Frequência e quantidade:
Um consumo mais espaçado e em menores quantidades, onde a qualidade e a experiência superam a quantidade.
• “Zebra Striping” no vinho:
A prática de intercalar o vinho com bebidas não alcoólicas. Isso significa que, em um jantar ou evento, o apreciador de vinho pode tomar uma taça e, em seguida, optar por água, suco ou um “mocktail” elaborado antes de uma possível segunda taça, prolongando a experiência sem o excesso.

Vinhos “Zero Álcool” ganham espaço na mesa brasileira

A demanda por moderação abre um vasto campo para a inovação no mercado de vinhos. Os vinhos sem álcool ou de baixo teor alcoólico estão emergindo como protagonistas:

• Tecnologia e qualidade: longe de serem simples sucos de uva, esses vinhos passam por processos tecnológicos sofisticados para remover o álcool após a fermentação, preservando ao máximo os aromas e sabores característicos.
• Experiência completa: eles permitem que o consumidor desfrute de todo o ritual do vinho – a rolha, a taça, os brindes, as harmonizações – sem os efeitos do álcool. Isso é ideal para quem dirige, para gestantes, para quem está em tratamento médico ou simplesmente para quem escolhe não consumir álcool em determinado momento.
• Diversidade de estilos: Assim como os vinhos tradicionais, as opções “zero álcool” estão se diversificando, incluindo espumantes, brancos, rosés e até tintos, atendendo a diferentes paladares e ocasiões.

O mercado se adapta: mais opções, mais transparência

O setor vitivinícola e de bebidas como um todo está respondendo proativamente a essas tendências:

• Rótulos mais leves: a oferta de vinhos com menor teor alcoólico natural ou com perfis mais leves e refrescantes deve aumentar.
• Informação detalhada: a transparência sobre calorias, teor alcoólico e ingredientes será cada vez mais valorizada pelos consumidores.
• Oportunidade para novas marcas: o cenário é propício para o surgimento de novas marcas e produtos que atendam especificamente a essa fatia de mercado em busca de vinhos “zero” ou opções que se encaixem perfeitamente no estilo de “Zebra Striping”.

Em 2026, o consumo de vinho no Brasil será marcado pela liberdade de escolha e pela consciência. A taça do amanhã poderá ser um tinto encorpado, um rosé refrescante ou um espumante sem álcool, todos celebrando o prazer de viver e compartilhar, mas com um olhar mais atento para o bem-estar.

Fonte: Meu Vinho

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