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Vinhos do Espírito Santo: novas safras e tendências chamam atenção

Produção local cresce com rótulos expressivos e uvas cada vez mais adaptadas ao terroir, firmando o estado no mapa dos vinhos finos

O Espírito Santo vem se consolidando como um estado produtor de vinhos finos no Brasil. Com um terroir em constante evolução, o plantio de uvas viníferas tem se expandido, permitindo a produção de rótulos cada vez mais expressivos. O cultivo de variedades como Cabernet Sauvignon, Syrah, Malbec, Merlot, Sauvignon Blanc, Glera e Alvarinho já se destaca, enquanto experimentos com Touriga Nacional e Pinot Noir apontam para um futuro promissor.

A técnica da dupla poda tem sido fundamental para o sucesso da viticultura local, ajustando a colheita para o inverno e garantindo uvas com maior concentração de aromas e sabores. Essa adaptação, já consolidada em outros estados do Sudeste, reforça a identidade dos vinhos capixabas e sua crescente presença no mercado.

Os lançamentos mais recentes reforçam essa evolução. Um dos destaques é um Alvarinho da safra 2024, que promete acidez vibrante e frescor mineral, com notas cítricas e florais bem definidas. Com 14,7% de álcool, esse rótulo se mostra uma excelente opção para harmonizações com frutos do mar e pratos da culinária regional.

Na categoria dos brancos, um Sauvignon Blanc cultivado a mil metros de altitude tem chamado atenção pelo seu caráter expressivo. Estagiado sobre as borras finas por cinco meses, apresenta aromas clássicos da variedade, como maracujá e abacaxi, além de um toque herbáceo diferenciado. Em boca, destaca-se pela acidez marcante e frescor, surpreendendo até mesmo especialistas acostumados a rótulos de outras regiões tradicionais.

Já entre os tintos, um blend de Cabernet Sauvignon e Syrah, lançado recentemente após dois anos de maturação em cave, mostra estrutura e potência. Elaborado com mínima intervenção, sem filtragem e utilizando leveduras selvagens, revela notas de pimenta preta, tomilho, frutas secas e toques sutis de caramelo e café. O equilíbrio entre taninos e acidez faz deste vinho uma excelente opção para acompanhar pratos mais encorpados, como risotos com carne.

Com edições limitadas e produção cuidadosamente controlada, os vinhos capixabas seguem conquistando espaço e despertando o interesse do mercado nacional. A constante busca por qualidade e inovação indica que ainda há muito a se esperar das próximas safras produzidas no Espírito Santo.

Com informações de A Gazeta

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